Vi os passos, ouvi a imagem, senti a morte, calculei o tempo e fugi para dentro da minha alma, aí me perdi entre os pensamentos e vos encontrei no largo das mentiras.
Hoje vivemos todos dentro da minha alma, tendo os nossos corpos como escudo inútil. A morte espera-nos junto ás imagens reais, nós, aqui dentro, observamos os nossos passos caminhando em direcção á utopia.
E o tempo sempre a falhar, sempre errado, sempre desajustado, sempre ao contrário...
Para vós, que não tendes alma, só me podereis seguir a mim, que, embora não saibais, também tenho medo porque me sinto fraquejar.
Tudo é estranho e ao contrário daquilo que ainda nem sequer cheguei a imaginar. Vós próprios sois a essência dos meus contrários, sois mentira.
E aqui estou eu, convosco, presos dentro da minha alma, espectadores dos meus passos conscientes e dos vossos inconscientes, enquanto o tempo nos engana e a distância entre o nosso conjunto e a morte é cada vez menor.
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