Deitei-me sobre o sangue
Que escorria de ti
Vivi ao morreres
Morri ao sentir que te perdi
Mas que sangue este
da mulher que amo
e que sofrimento
quando em vão por ti chamo
Matei-te sem pensar
Com estas mãos de fera
E com a mente a definhar
Neste rio de espera
Sei que já não vens
E nas águas do sofrimento
Aqui me tens
No pensamento
Os uivos que solto ao vento
Não mais os poderás ouvir
Perdeste o alento
Sinto que vou partir
Que razões de Dante tive eu
Para te estrangular
E é já por desígnios do Céu
Que vou acabar
Pensamos que este amor louco
Enorme fosse para este mundo
Julgamos o mundo pouco
Para nosso amor profundo
O mesmo pensaste amor
E aceitas-te partir
Com a condição superior
De eu partir a seguir
Mas agora que te acabei
Sofro e definho em vão
Capaz não sei se serei
De cumprir a condição
Mas se morto eu já estou
A condição está cumprida
Então vou
Viver a minha vida
Porém a verdade perdura
Sem a poder contrariar
Se quero nossa alma pura
Terei mesmo de acabar
Adeus mundo
Amor da minha sorte
Pela felicidade ao fundo
(Por ti meu amor!)
Cruzarei as fronteiras da morte
terça-feira, 26 de outubro de 2010
(sem título)
Ao erguer-me senti colados na humidade de meus lábios, grãos de areia, de ter beijado o chão que tu pisaste. Foi nesse momento que senti o sabor salgado daquela praia que ainda hoje trago comigo, tão amargo o gosto de te ter perdido...
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
O musgo da floresta perdida
Das árvores da floresta perdida caiam folhas e frutos e pequenos galhos e outras vitimas da gravidade. E tudo caia no musgo espesso do chão e esse musgo tudo apanhava, tudo queria, e desse musgo da floresta perdida tudo crescia.
Um dia choveram pragas do céu na floresta perdida e toda ela ficou sob um manto de magia estranha.
Tudo aquilo que se desprendia, a gravidade transformava em belas mulheres e o musgo transformou-se em mim, e eu tudo apanhava, e eu tudo queria, e tudo que crescia de mim eram sentimentos obscuros que se materializavam.
Um dia choveram pragas do céu na floresta perdida e toda ela ficou sob um manto de magia estranha.
Tudo aquilo que se desprendia, a gravidade transformava em belas mulheres e o musgo transformou-se em mim, e eu tudo apanhava, e eu tudo queria, e tudo que crescia de mim eram sentimentos obscuros que se materializavam.
O conjunto dos contrários onde a diferença entre o tudo e o nada reside na mentira
Vi os passos, ouvi a imagem, senti a morte, calculei o tempo e fugi para dentro da minha alma, aí me perdi entre os pensamentos e vos encontrei no largo das mentiras.
Hoje vivemos todos dentro da minha alma, tendo os nossos corpos como escudo inútil. A morte espera-nos junto ás imagens reais, nós, aqui dentro, observamos os nossos passos caminhando em direcção á utopia.
E o tempo sempre a falhar, sempre errado, sempre desajustado, sempre ao contrário...
Para vós, que não tendes alma, só me podereis seguir a mim, que, embora não saibais, também tenho medo porque me sinto fraquejar.
Tudo é estranho e ao contrário daquilo que ainda nem sequer cheguei a imaginar. Vós próprios sois a essência dos meus contrários, sois mentira.
E aqui estou eu, convosco, presos dentro da minha alma, espectadores dos meus passos conscientes e dos vossos inconscientes, enquanto o tempo nos engana e a distância entre o nosso conjunto e a morte é cada vez menor.
Hoje vivemos todos dentro da minha alma, tendo os nossos corpos como escudo inútil. A morte espera-nos junto ás imagens reais, nós, aqui dentro, observamos os nossos passos caminhando em direcção á utopia.
E o tempo sempre a falhar, sempre errado, sempre desajustado, sempre ao contrário...
Para vós, que não tendes alma, só me podereis seguir a mim, que, embora não saibais, também tenho medo porque me sinto fraquejar.
Tudo é estranho e ao contrário daquilo que ainda nem sequer cheguei a imaginar. Vós próprios sois a essência dos meus contrários, sois mentira.
E aqui estou eu, convosco, presos dentro da minha alma, espectadores dos meus passos conscientes e dos vossos inconscientes, enquanto o tempo nos engana e a distância entre o nosso conjunto e a morte é cada vez menor.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Dias Cinzentos
Por baixo de uma árvore de fruto
Num terrível dia de Inverno
Nada permanecia enxuto
E o Céu não estava sereno
A fruta já tinha caído
E as folhas levadas pelo vento
Já nada tinha sentido
Naquele dia cinzento
Num terrível dia de Inverno
Nada permanecia enxuto
E o Céu não estava sereno
A fruta já tinha caído
E as folhas levadas pelo vento
Já nada tinha sentido
Naquele dia cinzento
A sonhar que eras um girassol
A noite passada foste um girassol, agora és um sonho.
Eu continuo a amar-te, quer seja acordado ou a dormir.
Serás sempre a mulher dos meus pensamentos e o amor da minha vida.
Sonhei que eras um girassol e que não te poderia tocar, (até em sonhos me és inacessível).
Tu és como o girassol dos meus sonhos: intocável e belo.
Eu continuo a amar-te, quer seja acordado ou a dormir.
Serás sempre a mulher dos meus pensamentos e o amor da minha vida.
Sonhei que eras um girassol e que não te poderia tocar, (até em sonhos me és inacessível).
Tu és como o girassol dos meus sonhos: intocável e belo.
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